Nas
vésperas das eleições é comum ver na TV e nas redes sociais a idoneidade dos
candidatos, todas as benfeitorias e avanços que aqueles que já eleitos fizeram,
da alegria do povo em apertar a mão do seu candidato e etc, etc, etc. A impressão
que passa é de um festival de mentiras e de falsas promessas, porem tudo isso faz
parte de uma espécie de marketing voltada para o eleitor. A verdadeira
propaganda política é o que nos faz votar ou não em um determinado candidato,
assunto este, muito bem retratado no filme “The
Ides of March” (no Brasil,“Tudo pelo poder”) dirigido por George
Clooney, onde mostra a organização e preparação de uma campanha eleitoral, que
vão desde “o que deve ou não ser feito” ate “o que deve ou não ser dito”, mostrando
que no jogo político qualquer erro pode ser fatal.
Segundo Philip Kotler, marketing é um processo social, no qual
indivíduos ou grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação,
oferta e troca de produtos de valor com os outros, ou seja, é comum esperar que os candidatos sejam tão
simpáticos e prestativos em tempos eleitorais, eles precisam convencer as
pessoas que são competentes para o cargo ao qual almejam. Não só com os
políticos, mas também em nossas vidas, onde buscamos passar nossa melhor imagem
perante a sociedade, seja com um visual, com status ou com intelecto. A imagem
é o que influencia boa parte dos nossos conceitos, principalmente na política
onde o tempo para conhecer os objetivos e a personalidade dos candidatos é tão curto. A propaganda também pode trazer aspectos negativos para
sociedade, bem como é responsável também por algumas anomalias que aparecem na
democracia, como por exemplo, o “efeito tiririca”, onde vários eleitores votam
(seja em forma de “protesto” ou não) em uma personalidade famosa e acabam
elegendo outros candidatos que mal conhecem pela legenda do partido, ou como aconteceu
nos Estados Unidos da America (EUA), onde se elegeu um cão como prefeito
honorário de uma pequena cidade chamada Cormorant,
no estado de Minnesota.
Apesar de todas as pesquisas feitas e
de todo acesso que temos das informações dos candidatos, é impossível prever o
que pode influencia a opinião publica. Quem sabe os resultados das eleições
fossem diferentes se o Brasil tivesse ganhado aquele fatídico jogo contra a
Alemanha ou se aquele jato não tivesse caído e vitimado o presidenciável
Eduardo Campos. A discussão que quero levantar e se realmente estamos avaliando
nossos candidatos com seriedade ou se só estamos abrindo mão de nossas
responsabilidades como brasileiros, ao afirmarmos que todos os políticos são
corruptos e ladrões.
Do
Autor:
Ricardo Oliveira Martins
Ricardo Oliveira Martins
Graduando em Administração
Nascido e criado em São João do
Paraíso- MG
Contato
Facebook: rickoliveira7
Twitter: @rickoliveirasjp
Email: ricksjp.mg@hotmail.com
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