segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O poder da Imagem.

Nas vésperas das eleições é comum ver na TV e nas redes sociais a idoneidade dos candidatos, todas as benfeitorias e avanços que aqueles que já eleitos fizeram, da alegria do povo em apertar a mão do seu candidato e etc, etc, etc. A impressão que passa é de um festival de mentiras e de falsas promessas, porem tudo isso faz parte de uma espécie de marketing voltada para o eleitor. A verdadeira propaganda política é o que nos faz votar ou não em um determinado candidato, assunto este, muito bem retratado no filme “The Ides of March” (no Brasil,“Tudo pelo poder”) dirigido por George Clooney, onde mostra a organização e preparação de uma campanha eleitoral, que vão desde “o que deve ou não ser feito” ate “o que deve ou não ser dito”, mostrando que no jogo político qualquer erro pode ser fatal.
Segundo Philip Kotler, marketing é um processo social, no qual indivíduos ou grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com os outros, ou seja, é comum esperar que os candidatos sejam tão simpáticos e prestativos em tempos eleitorais, eles precisam convencer as pessoas que são competentes para o cargo ao qual almejam. Não só com os políticos, mas também em nossas vidas, onde buscamos passar nossa melhor imagem perante a sociedade, seja com um visual, com status ou com intelecto. A imagem é o que influencia boa parte dos nossos conceitos, principalmente na política onde o tempo para conhecer os objetivos e a personalidade dos candidatos é tão curto. A propaganda também pode trazer aspectos negativos para sociedade, bem como é responsável também por algumas anomalias que aparecem na democracia, como por exemplo, o “efeito tiririca”, onde vários eleitores votam (seja em forma de “protesto” ou não) em uma personalidade famosa e acabam elegendo outros candidatos que mal conhecem pela legenda do partido, ou como aconteceu nos Estados Unidos da America (EUA), onde se elegeu um cão como prefeito honorário de uma pequena cidade chamada Cormorant, no estado de Minnesota.
Apesar de todas as pesquisas feitas e de todo acesso que temos das informações dos candidatos, é impossível prever o que pode influencia a opinião publica. Quem sabe os resultados das eleições fossem diferentes se o Brasil tivesse ganhado aquele fatídico jogo contra a Alemanha ou se aquele jato não tivesse caído e vitimado o presidenciável Eduardo Campos. A discussão que quero levantar e se realmente estamos avaliando nossos candidatos com seriedade ou se só estamos abrindo mão de nossas responsabilidades como brasileiros, ao afirmarmos que todos os políticos são corruptos e ladrões.

Do Autor:
Ricardo Oliveira Martins
Graduando em Administração
Nascido e criado em São João do Paraíso- MG

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